
O que o jogo 2 significa para o jogo 3?
09/06/2009
O jogo 2 das finais foi, sem sombra de dúvidas, o jogo mais emocionante de uma final de nba nos últimos 5 anos, pelo menos até onde a minha memória não falha. Os ajustes feitos pelo time do Orlando Magic e Stan Vun Gundy deram bastante resultado, o time jogou de igual para igual, e por muitas vezes até melhor que o Lakers.
Percebemos claramente algumas mudanças logo de cara: A defesa mais aplicada, os jogadores individualmente mostrando mais vontade (principalmente a dupla Lewis-Turkoglu), aproveitamento de arremessos de quadra melhor e vitória considerável nos rebotes.
Ok! Diante disso, cabem fazer uma observação: mesmo os ajustes dando certo e com Kobe Bryant jogando mal (o seu numero de turnovers responde por si só), o time não conseguiu vencer o Lakers. Agora o mais intrigante: Por quê?
Seria fácil virmos aqui e dizer: “Ah! Porque o Lakers tem Kobe e Phil Jackson”, ou então: “Deram azar!” ou ainda “Porque o Lakers tava em casa, empurrado pela torcida!”. Sabemos que seria no mínimo equivocado utilizar essas justificativas, pois embora elas sejam pertinentes, não agiram isoladamente, mas juntas e somadas a muitos outros fatores.
Primeiramente, o Orlando Magic não tem, no momento, uma coisa essencial para um time que quer ser campeão da nba, ainda mais para um time do Leste: um armador! Sim! Não crê nisso? Então porque nos momentos decisivos Stan Van Gundy não escalou um PG nato, mas sim colocou Turkoglu nas funções?
Com Jameer Nelson “meia boca” e Rafer Alston o time de Orlando carece de um armador que dite o ritmo do time, selecione as jogadas de ataque e, mais ainda, selecione oportunamente os seus arremessos e isso não ocorreu nem com Jameer, nem com Alston. O primeiro durante várias vezes acelerava o ritmo do time desnecessariamente, dando voltas no garrafão como um papa-léguas, além disso arremessava a distâncias que não devem ser arriscadas por um ser humano que está há 4 meses sem jogar basquete e, além disso, parecia estar “desacostumado” com as táticas ofensivas do time, pois várias vezes passava a bola para o lado errado, resultando numa roubada do Lakers ou num “quase-turnover” do Magic.
Rafer Alston, por sua vez, nunca foi um armador nato, mas, como disse o comentarista Zé Boquinha, um jogador de And1 que deu certo na nba. Com isso, se torna clara sua ineficácia ao selecionar as jogadas de ataque do time e ditar o ritmo de jogo. Seu ponto forte, o arremesso, estava extremamente ineficaz, tendo feito apenas um de vários tentados. Ademais, sua moral foi notadamente abalada com a volta de Jameer para o time, sendo aí um erro do próprio técnico, que fez o jogador se sentir preterido, desprestigiado. Anthony Johnson, que não vem sendo utilizado nessa série, é o jogador do Orlando que mais tem jogos em playoffs (99 jogos) e uma experiência dessas num time tão novo não pode ser desperdiçada, devendo o mesmo ter mais tempo de quadra.
Em segundo lugar, e aproveitando o gancho do parágrafo acima, o Orlando Magic não pode se dar ao luxo de errar numa final de nba o número de arremessos sem marcação, famosos “wide open”, que errou no último jogo, principalmente Pietrus, J.J. Redick e Alston.
Em terceiro plano, o comentarista J.A.Adande do ESPN.com fez uma observação interessantíssima a respeito da conduta de Stan Van Gundy e Phil Jackson: “Jackson não está fazendo correções no percurso a cada dois segundos, muito menos girando o leme furiosamente na direção oposta, mas os Lakers estão navegando na direção correta.” Diante de tal observação precisa dizer mais alguma coisa? Shaquille O’neal ao criticar Van Gundy ao dizer que o mesmo deixava os times que comandava nervoso não deixa ter razão. O técnico do Orlando age, numa final de NBA, como se estivesse nos primeiros jogos da temporada, experimentando formações a todo momento, ora jogando com dois pivôs (Battie e Howard), testando J.J. Redick numa final baseado nos 2 ultimos minutos do jogo 1, onde este se apresentou razoavelmente contra um time reserva do Lakers, enquanto seu SG titular, Lee, jogara pouco até o 4º quarto, por fim, testando Turkoglu na armação, enfim, inúmeros erros táticos de um técnico que parece estar atirando para todos os lados, o que reflete um sentimento de não saber o que fazer para vencer o adversário.

Em quarto, o time de Orlando teve muitos turnovers, fato que não aconteceu no pífio jogo 1 e que fez grande diferença no jogo 2, principalmente nos últimos minutos do 4º quarto.
Por fim, Pietrus não pode desaparecer em quadra como o fez no jogo 1, com estatísticas horrorosas, 2 pontos e 6 faltas, sendo que o time do Magic estava fazendo marcação dupla, e por vezes tripla (erradíssimo!) em Kobe Bryant.
Então, feitos esses ajustes, com o apoio de sua torcida fanática, além do fato de que uma derrota significaria praticamente o fim do sonho, o Magic tem tudo para ganhar o jogo 3 da série, a não ser que aconteça o imponderável. O grande problema para o time de Orlando é que, nesse caso, o imponderável tem nome: Kobe Bryant.

Bah, tinha escrito um texto e deu erro pq esqueci o email ahuahau. Depois escrevo de novo.
Parabens pelo blog Malka
bons comentarios!