
Os erros do Orlando Magic
06/06/2009
Ao final do primeiro jogo da final desta temporada da nba, onde o Los Angeles Lakers venceu com uma larga vantagem o Orlando Magic, muitos se surpreenderam e atribuíram à atuação à la Jordan de Kobe Bryant na partida.
Entretanto, limitar o resultado do jogo à atuação de apenas um jogador é um tanto precipitado. Há de se analisar toda a conjuntura ofensiva e defensiva das duas equipes que, certamente, foram fatores preponderantes na partida.
Inicialmente, temos de dizer que o time de Los Angeles venceu essa partida em dois lugares, no garrafão e na defesa.
Talvez como consequência da inexperiência em finais ou mesmo de um erro de leitura tática de seu técnico e dos próprios jogadores, a verdade é que o Orlando Magic esperava um time do Lakers jogando de forma bastante semelhante ao Cleveland Cavaliers, ao menos no que diz respeito ao setor defensivo. Parece que o time de Orlando se deixou seduzir por sua alta capacidade do perímetro, esquecendo-se que seu rendimento neste fundamento só fora tão elevado em decorrência, muita das vezes, da forma de disposição da defesa de seu oponente e é neste ponto que entra o brilhantismo de Phil Jackson.
O Lakers, em comparação aos seus jogos anteriores nestes playoffs, não modificou taticamente seu esquema defensivo de forma fulcral, tendo feito somente alguns poucos, e bastante oportunos, diga-se de passagem, ajustes. Sendo assim, o time de Los Angeles entrou em quadra com sua tradicional defesa match-up zone, alternando por vezes com a 1-on-1, porém a grande questão se deu na forma com que Dwight Howard foi marcado.
O que aconteceu é que Phil Jackson simplesmente anulou as duas maiores opções ofensivas do Magic, o passe de Dwight quando duplamente marcado para o homem do perímetro e sua eficiência no ataque à cesta dentro do garrafão.
Mas como o Lakers fez isso? Simples, primeiramente, na marcação em cima de Howard, Phil Jackson fechou totalmente a baseline (aquela região localizada na parte de baixo do aro até a linha de fundo), o que praticamente obrigou Howard a atacar a cesta pela frente da tabela e não pelo lado como ele gosta de fazer com giros, da mesma forma, fechando a baseline, você o obriga a usar os ganchos mais distante da tabela, diminuindo sua porcentagem de acerto.
Então, com Howard atacando a cesta pela frente da tabela, fica mais fácil outro jogador ajudar na defesa sem fazer o double team e sem ficar distante do seu marcador no perímetro, o que, por consequência, dificultou bastante a jogada clássica do Magic de Howard passar a bola para o jogador de perímetro arremessar ou rotacionar o ataque para o jogador na zona morta do lado oposto arremessar.

Claro que tal estilo de defesa exige uma aplicação muito grande, e aí entra todo o mérito dos jogadores do Lakers que marcaram o time do Orlando com bastante vivacidade, chegando rapidamente no seu marcador do perímetro e impedindo que o mesmo fizesse o arremesso de três pontos com tanta liberdade como fizeram contra o Cavaliers. Além disso, os jogadores do Lakers deixaram para fazer a “ajuda” na marcação de Howard somente quando o mesmo já se posicionava para o arremesso, atrasando o máximo possível na duplicação da marcação, o que certamente confundiu o pivô, prejudicando seu passe para um companheiro.
Já no ataque, os triângulos ofensivos de Tex Winter simplesmente aniquilaram a defesa do time de Orlando que várias vezes ficou sem saber o que fazer durante vários momentos. Parecia que os jogadores de Los Angeles sabiam exatamente onde a marcação já iria estar e onde seu companheiro também iria estar, o que demonstra um entrosamento e química de jogo muito grande. Aliado a isso, soma-se a enorme estrela de Kobe Bryant que, sozinho, fez mais cestas de dois pontos que todo o time de Orlando junto.
Basquete se ganha na inteligência e o time de Los Angeles é hoje em dia o time da nba mais completo no que diz respeito ao “Basketball IQ” (Inteligência tática de basquete, tradução livre) de seus jogadores. Kobe Bryant, Derek Fisher, Luke Walton e Pau Gasol são jogadores muito inteligentes que parecem ler exatamente a disposição tática do adversário e a movimentação necessária para furar sua defesa.
O Orlando Magic terá de suar muito para vencer o Los Angeles Lakers e, mesmo assim, parece-me que a diferença entre os times ainda é muito grande em termos táticos. Como o Orlando é um time com valores individuais muito bons, acredito que dê Lakers em seis partidas. Porém, o time de Orlando não está morto ainda.
Priscila >>>>>>>>>> Kobe
kkkkk
Muito bom o texto, concordo 100%. P mim o único jeito do Orlando ganhar algumas partidas é se eles chutarem excepcionalmente bem na linha de tres!!!!!
Acho que só o segundo jogo vai mostrar realmente como vai ser a final.
Procuro garotos quentes (61) 8423-3889
o pvt nao tem jeito mesmo… heheheh…
muito boa analise… acho que o mais relevante na ate agora disparidade entre os dois times e’ a atuacao dos tecnicos…
qto ao Rafer Alston AND1 e’ muito bom de ver, mas estraga o jogo de qqer um, se o Skip fosse uns 6 ou 7 anos mais novo ainda colocaria uma fe nele como armador, mas com a idade que ta nao da mais para aprender a armar jogo direito.